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A Ocorrência (as)
Havia por aqui (Orizona-GO)
Tempos passados Um sujeito trabalhador Bom de prosa na pinga Ou seja: mamado! Seu nome: Dedé Trigueiro Na rasteira, muito ligeiro É o que diria Zé Leitão Então delegado! Um dia na cidade Sem dó nem piedade Zé Leitão resolveu Prender Dedé Pra mostrar autoridade! Deu voz de prisão Respondeu Dedé: -Não sou ladrão! -Mas pinguço arruaceiro Retrucou Zé Leitão! Dedé Pobre coitado Foi convencido A dirigir-se pra prisão Senão seria algemado! Era dia de noite fria Andando, saíram pra delegacia Logo mudou pra trote Zé Leitão fungava no cangote E o povo na rua aplaudia! Getúlio Vargas tava lá A avenida assistia Dedé mudou de rumo Porque preso não seria Não! Pelo menos naquele dia! Correu rumo a uma baixada Zé Leitão mordeu a isca De repente baixou Dedé Zé Leitão pro alto e depois no chão Com a testa numa pedra chega saiu faísca! No outro dia, calmaria... Dedé não estava nas ruas Nem tão pouco na prisão Era um lugar muito mais chique Canavial cortando cana, pra um alambique!
Salvio Jossé
Enviado por Salvio Jossé em 29/04/2015
Alterado em 27/09/2025 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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